GIRLS CAN | Eu não preciso ser testada para ter meu espaço

Olá, Padawans! Tudo bem com vocês?

Hoje é sexta-feira e é dia do que? Girls Can! Nossa coluna com depoimentos de garotas do Mundo Nerd, que trazem suas experiências, esperanças e medos. Frisando a importância de se discutir assuntos como esse, não apenas nós mulheres do meio, mas para mulheres em geral e toda a sociedade, pois igualdade deve ser buscada em todas as estâncias da sociedade.

“Eu sempre tive interesse pelo mundo dos super heróis e dos quadrinhos e eu tive sorte que quando expressei meu interesse meu irmão me incentivou muito a saber mais, lembro que na escola ouvia muito isso de ser algo de menino e até no trabalho também, mas nunca deixei de dizer o que eu sabia e achava sobre isso e uma vez que eles percebiam que eu tinha uma noção do assunto não tocavam mais nele. Por isso incentivo toda garota que mostre o mínimo de interesse por esse mundo nerd, porque é um ótimo lugar pra fazer amigos e até aprender coisas pra vida. Heróis, jogos, RPG, livros, etc esse mundo é pra todos. Seja meninos ou meninas, é um meio de diversão e de sair dessa realidade chata que a gente vive.” (THAIS, 18)

“Estar nesse mundo Geek e Nerd deveria ser aquela coisa legal, afinal, é mais uma esfera do entretenimento como outra qualquer,  mas na real, não está sendo assim. Gostar de alguma coisa dentro desse universo e ser mulher é quase como um crime. Entrar em uma sessão masculina pra ver camisetas do que tu ama, soa como sentença de morte, até quando? Quando, enfim, a sociedade vai entender que sendo homem ou mulher você pode gostar do que bem quiser e do que bem entender? Toda entrada no cinema é uma nova opressão, tu recebe olhar torto, dão risada e dizem “ah, aquela lá não sabe nada”. Mas vamos lembrar que uma vez, Diana Prince foi subestimada e deixada de lado e assim como ela, nós temos muita luta pela frente, e assim como ela, nós vamos conquistar nosso lugar. Somos mulheres, e a única coisa que tem de errado com isso é o preconceito.” (ANA JÚLIA, 15)

“Sempre convivi com o mundo dos heróis, desde criança meu pai me influenciava a ler HQs e assistir animações, principalmente do Batman. Cresci achando que todos gostavam desse universo e que não havia preconceitos no mesmo. Até alguns anos atrás, na bienal do livro de 2013, eu estava com um amigo em um stand de HQs, quando o vendedor da loja olhou para mim e riu. Eu e meu amigo ficamos sem entender muito bem o porquê da risada. Continuamos a olhar as HQs, meu amigo em determinado momento me pediu um conselho de qual HQ levar, uma da Marvel ou uma da DC, foi nesse momento em que o vendedor chegou, ainda rindo e disse que meu amigo poderia pedir o conselho para ele porque eu não teria ideia de como ajudar e que eu não entendia nada do assunto. Meu amigo ignorou o cara e continuou a conversar comigo. Fui embora do stand ainda sem entender a atitude do cara. Hoje em dia eu entendo, vejo milhares de meninas comentando ter sofrido o mesmo tipo de situação. É muito triste ver que esse tipo de coisa ainda acontece, que nós mulheres ainda não temos nosso espaço nesse mundo e que somos muitas vezes “testadas” por alguns rapazes sobre nossos conhecimentos de HQs só porque estamos com uma blusa de algum personagem. Espero que essa situação mude, e que com toda essa visibilidade feminina no mundo dos heróis atualmente, essas pessoas que fazem esse tipo de descriminação, perceba o quanto isso é idiota e que meninas podem sim, saber muito mais do que eles sobre heróis e vilões.” (NATASHA, 17)

E você gostaria de fazer parte dessa discussão, ou melhor, luta? Entre em contato e mande o seu depoimento, é importante você falar por si e por todas. Para participar entre em contato na aba “contato”.

Lembre-se garota, você pode. E aí, gostou ou tem alguma sugestão? Deixa aí seu comentário e que a Força esteja com você.