GIRLS CAN | Eu gosto, Eu sou e Eu posso sim

Olá, Padawans! Tudo bem com vocês?

Sexta-feira é dia do quê? Girls Can! A coluna que trago depoimentos de meninas que vivem, consomem e gostam do mundo Nerd. Depoimentos de preconceitos e experiências vividos no meio, visando pela visibilidade do problema tóxico que existe não apenas no meio Nerd, mas em vários nichos da sociedade, sendo assim buscando principalmente o nosso espaço, falando por muitas.

“Meu amor pelo mundo Nerd, às vezes é visto com desconfiança por parte de alguns garotos. Alguns acham que garotas não podem gostar de desenhos, filmes de ação, de super heróis. Falam que fingimos gostar para atrair atenção de outros garotos (queria ter essa autoestima toda) porque, fala sério, estamos vivendo em uma era sagrada, cara, o mundo Geek está cada vez mais forte, e qualquer um pode ser fã de algo sem ter lido HQs originais de 1900 e tanto. Desde pequena eu sou apaixonada por esse mundo de super heróis e vilões, eu almoçava vendo os X-mens, acordava cedo só pra assistir SuperShock. Nunca me encaixei em “certas brincadeiras de menina” porque eu não queria ser a mamãe de ninguém eu queria ser o Batman, (na verdade, quem não quer ser o Batman?) Pra você ver como nós garotas gostamos de tudo isso há um bom tempo, mas só agora estamos sendo consideradas um público, por falar nisso garotos agradeçam mais tarde pelo filme da mulher maravilha. Eu não preciso citar em ordem cronológica os nomes de todos os lanternas verde, pra você me considerar uma fã, porque o amor e o orgulho que eu sinto por esse mundo me torna uma fã. (ANA PAULA, 18)

“Hoje em dia se alguma mulher falar “eu sou nerd e gosto de quadrinhos”, sempre vai aparecer um cara dizendo “me prova que você é realmente fã, fala o nome de todos os personagens da DC Comics e da Marvel”. Isso já aconteceu comigo algumas vezes, inclusive aqui no Twitter… Eu sou uma grande fã dos Lanternas Verdes, e amo o personagem Hal Jordan, por isso é normal as pessoas me verem na rua ou no trabalho vestindo uma roupa fazendo referências a tropa, mas alguns caras acham que eu só uso blusas dos Lanternas para impressiona-los ou querer chamar atenção de alguém. Mas será que eles pensaram que eu uso realmente porque eu sou fã? Isso é um hábito ridículo, de achar que tudo gira em torno deles, que queremos chamar o máximo de atenção, que queremos passar a imagem de desesperadas por homem. Todos os dias uma mulher é vítima de um cara fresco por conta de gostar de quadrinhos, até quando isso irá acontecer? Somos mulheres e temos o total direito de gostar do que quisermos, não precisamos mostrar para nenhum macho que somos fãs de algo, o importante é ficarmos unidas, e lutar contra esse tipo de machismo, assim como as Amazonas, todas nós somos irmãs e uma sempre irá ajudar e apoiar a outra. SOMOS NERDS SIM, ATÉ QUE SE PROVE O CONTRÁRIO.” (EMÍLIA, 20)

 Interessante. Acho que essa seria a palavra que defina a minha experiência nesse “fandom” Geek nesse meio tempo de mais ou menos nove anos, nos quais eu gosto das famigeradas coisas Nerds. Ser garota nesse meio não é fácil, NEM UM POUCO, é um meio de extremo machismo acompanhado de desrespeito, mas honestamente falando, a situação já foi muito pior, creio que a passos lentos, quase parando, eles estão melhorando e como diz o capitão, um passo de cada vez, uma hora a gente chega lá. Não tem como eu, como mulher e Nerd, não citar a minha primeira vez de representação, isso foi mais ou menos no ano de 2011, eu com 13 anos e ela com 15, eu e minha melhor amiga fomos ver Iron Man 2, e quando vimos a Natasha, na hora queríamos virar agentes da Shield, era incrível como até hoje, eu com 19 e ela com 21 ainda citamos aquele dia como memorável e como queremos tanto ser agentes da Shield. Na faculdade eu só vou com camisetas do tema Geek; seja Marvel, DC, Star Wars, Star Trek, sempre vou e sempre arranco elogios, tanto de garotos como garotas, “suas blusas são maravilhosas, queria muito ter”, já influenciei duas amigas a comprarem blusas de super herói, com o advento do filme da Wonder Woman, elas quiseram saber onde haviam blusas assim para elas também, isso porque só as conheço 5 meses, no máximo. O que isso significa? Digo prontamente que representação importa, elas se sentem mais livres pra falar dos assuntos mais “Nerds”, que há tempos era destinado apenas a garotos, comigo e com nossos amigos homens também. como é chato ouvir que você não pode gostar de tal coisa por ser mulher, que idiotice, a gente gosta do que quiser e isso me ajuda muito, é dessas pequenas coisas que tiramos grandes lições, e mesmo às vezes tendo umas decepções como DC ou Marvel, até mesmo com Star Wars e Star Trek, mostra que nada é perfeito, mas é algo que vale a pena acompanhar independentemente do gênero, se divirta e reflita, é para isso que servem,é para isso que estão aqui, e vem sendo uma viagem louca que eu mal posso esperar pra continuar seguindo e ajudando outras meninas a ter essa liberdade, é pra eles, é pra elas, é para nós.” (ALLANA, 19)

Podemos ver que após vários posts da coluna Girls Can, as reclamações, experiências e preconceito são os mesmos, porém é importante dar a voz a cada uma, para demonstrar que somos unidas por uma mesma causa. Então, garota, você gostaria de fazer parte dessa luta? Entre em contato e mande o seu depoimento, é importante você falar por si e por todas. Para participar entre em contato na aba “contato”.

Lembre-se garota, você pode. E aí, gostou ou tem alguma sugestão? Deixa aí seu comentário e que a Força esteja com você.